domingo, 24 de agosto de 2014

Ai que saudade! Coração de tia também sofre!

Hoje quando vi este solzão e o calorão que está fazendo lá fora, bateu uma saudade mega da minha Duda... Ô guria que adora uma praia, uma piscina e qualquer diversão aquática! Mas ela teve que voltar para casa e este sol terá que retornar mais vezes, principalmente quando ela estiver visitando a gente aqui.

A Duda esteve por onze dias aqui em casa. Para ela foi um intercâmbio nacional e familiar - viveu com mais três irmãos o atribulado dia-a-dia de escola, bagunças e blábláblá cotidiano de família grande. Para mim, a oportunidade de resgatar uma convivência a qual eu sempre senti falta nestes onze anos em que estou longe de Porto Alegre...

Quando pequena, ao redor dos quatro anos, ela costumava ir comigo para minha casa e eu só devolvia no domingo o mais tarde que desse. Levava ela comigo para onde eu fosse, tanto em Porto Alegre quanto fora dela. Eu às vezes acompanhava ela em festas de amigas, conhecia as amiguinhas dela também e vivia um pouco deste meu lado mãe acolhido pelo sangue de tia.

Era comum nós sairmos de carro e eu perguntar a ela: " Você está pronta para uma aventura????" . Ela dava risada e sabia que a gente aprontaria alguma, no mínimo se perder em algum caminho que eu inventasse ou simplesmente enunciar nosso tempo juntas, brincando, aproveitando.

Uma vez meu sobrinho até nos acompanhou na bagunça, mas Hique era mais reservado e nem sempre estava a fim de aventuras doidas de titia... Eu bem que tentava roubar ele pra mim também, mas ele optava por ficar em casa junto da mãe dele.

Então, voltando à visita da Giu, tivemos que acelerar a programação de passeios e ainda assim faltou tempo para tudo o que ainda queríamos fazer. Ou seja, ela terá que voltar aqui sim! Dentre nossos planos, o sol tinha que ser presença certa para o dia, pois a noite apenas precisaríamos de tempo e disposição, tendo em vista que os programas noturnos são todos indoor.

Aconteceu que ela teve de voltar para resolver assuntos em Porto. Ah, desde o dia que soubemos da antecipação da volta e do corte em nossos planos doeu muito na gente - tanto em mim, nela, como nas crianças daqui de casa. Acho até que a Fridda ficou abalada também... 

Os dias aqui foram deliciosamente agitados. Teve cinema, pipoca, bolos e tortas, chamego, esmalte, escova e muita afofação. Ah, podem ter certeza de que afofei ela muitas vezes! Não economizei abraço, não poupei carinho, não deixei um único segundo que fosse de deixar claro para ela, que mesmo longe e ela crescida, nunca deixei de gostar dela como uma filha.

Pois é, minha Duda, o domingo aqui teria um gostinho mais aventureiro se tu estivesse aqui com a gente... Mas a gente esquenta as turbinas e deixa tudinho em prontidão, para quando tu quiseres voltar! Faço mais bolos, escovo teus cabelos, te encho de pipocas e beijos! Passa tempo, voa tempo! Volta logo, Giu! A casa é agitada e bagunçada, mas sempre sossega com a tua energia por aqui! Te amo minha filha que não nasceu da minha barriga, mas é dona de um pedaço enorme do meu amor de mãe também!







domingo, 10 de agosto de 2014

Um aniversário do jeito que eu gosto: FELIZ!

Eu sou do tipo que ama festa de aniversário. A minha, principalmente. Das minhas lembranças de festinhas, tenho aquelas reuniões em casa com a família, tios e primos. Minha memória mais antiga é na festinha de cinco anos. Marcou bastante porque tenho um tio que aniversaria junto comigo, e neste dia em especial, ele esteve assoprando velinhas ali juntinho de mim, o tio Jorge.

Depois, com o passar dos anos as comemorações vieram a ser mais objetivas: bolo, parabéns, docinhos e pequenos grupos - tudo de acordo com o espaço físico de apartamentos onde morei. Não era possível nem viável realizar festas gigantes, também porque meus círculos de amizades nunca foram tão extensos assim.

Anos mais tarde, bem mais tarde, comecei a fazer festas um pouquinho maiores para meus aniversários. Então já planejava reunir trinta ou cinquenta pessoas, por exemplo. Dispunha de um salão de festas no prédio onde morava e isso realmente facilitava muito. 

As gurias que conviveram comigo durante a minha graduação na faculdade, eram convidadas certas! Elas devem lembrar ainda! Vinham também as amigas de fora da faculdade, algumas pessoas da família alguns familiares do noivo (na época esta). Era uma delícia! Guardo com muito carinho estes momentos!

Mas a vida deu uma reviravolta e de repente fui embora de Porto Alegre. No Rio, as comemorações costumavam ser em algum restaurante de que eu gostasse e sempre com nosso grupinho familiar mais íntimo com no máximo alguém que tivesse vindo de Porto, mas uma pessoa a mais apenas.

Então este 2014 foi especial! Foi maravilhoso! Na véspera o marido já enviou um belíssimo buquê de gérberas para aquecer as comemorações. No dia mesmo, recebi mais de duzentas mensagens de amigos e amigas através do Facebook. Gente querida que conheço apenas virtualmente, gente querida que está longe, gente querida que seja como for, lembrou de mim e trouxe este afago para meu coração!

Mas o jantar foi o momento máximo destes 4.2... Tive a oportunidade de estar entre amigos de infância com os quais só havia falado há mais de trinta anos atrás. Foi muito especial, e de repente parece que o tempo voltou e aqui no futuro nos reencontramos e vivemos juntos uma noite de muitas risadas, lembranças e carinho! Além deles, meu parabéns foi cantado entre outros amigos e a presença de meu pai. 

Realmente, este ano foi mais do que marcante! O melhor dos presentes foi receber esta energia toda ao vivo, virtual, por telefone, em cada via de acesso possível e imaginário que chegou até meu coração! Amigas e amigos, amadas e amados, não consegui responder a cada um e para todos vocês porque sempre dava algum tipo de erro na atualização da página do face. Mas saibam que recebi cada letrinha das mensagens de vocês com muito carinho e calor na alma! Amo vocês e agradeço todos os dias por ter a presença de cada um aqui assim, juntinho da minha vida neste e em todos os aniversários que eu comemorar! Festa deste tamanho não tem salão de festas que comporte!

Obrigada!!!!!!!! 

p.s : o bolo da foto foi de três anos do caçula, mas traduz a luz que eu queria trazer aqui para representar meus agradecimentos!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Um pet pra que te quero?

Hoje decidi falar sobre amiguinhos de estimação...
Eu só fui poder "ter" de verdade depois de adulta e na minha casa.... Quando criança, uma vez peguei duas gatas de rua para cuidar. A primeira delas foi a Cinderela, era filhote e bem pretinha como carvão. Mas minha mãe deu um sumiço nela, porque a pobrezinha estava cheia de vermes e perdendo pelagem... Foi muito triste, mas superei.

Depois da Cinderela, peguei a Lazinha. Uma bichinha toda misturada entre as cores branca, cinza e um tom mel light, coisa mais linda! Esta eu pude vacinar, cuidar um pouco mais porque tinha uma clínica veterinária bem em frente ao meu prédio. Assim, os médicos só cobravam medicamentos e eventuais materiais. Mas novamente tive que me ver longe dela. Queríamos viajar nas férias e há trinta anos atrás, serviços de hospedagem não faziam parte do orçamento/possibilidades da família. Deixamos ela em uma casa que "julgamos", pudesse vir a cuidar bem dela. Não me perguntem como ficou meu coração despedaçado ao ter que fazer isso com minha Lalá...

Assim, em 1998 noivo e eu decidimos ter um bichinho de estimação. Ele amava (e já havia tido)cão. Eu não tinha a menor paixão por cachorro...até conhecer um Lhasa Apso muito especial, o Astro, da minha amiga Letícia.

Então pude experimentar um novo tipo de amor. Um sentimento entusiasmado, cúmplice, sensível, brincalhão e entendedor através do meu batimento cardíaco. Cães, são assim... Mesmo que a gente não esteja a fim de muito chamego, eles procuram simplesmente um jeitinho de se aconchegar entre nossos humores e lá ficarem, até a gente convocar pro afago.

Eu acredito que a relação das pessoas com os pets que escolhem para ter em casa seja esta, permeada de afeição e um desejo de cumplicidade - saber ser entendido e amado, mesmo no silêncio. E bicho traz isso de bom! Impressiona a capacidade que cães e gatos têm em se comunicar sem a menor possibilidade de usar a palavra para isso. Quem vive ou viveu com um pet pode avaliar isso e sempre trazer um exemplo de como estes pequenos seres são capazes de interagir e se fazerem entender também.

Em minha experiência com o meu filho canino mais velho, o Freddy (08/05/1998 - 28/05/2014) vivi momentos de entrega total a parceria com ele. Cachorros verdadeiramente não ligam se tua roupa está bonita, se tu estás de pijama, ou se acordou com mau hálito e cara borrada do make da noite anterior... Basta falar com ele ou dizer um "olá" de longe, que o bicho já enlouquece... E quando alguém se aproximava da minha porta de casa? Ah, seu Freddy sabia direitinho quem era habitual e quem era estranho ao corredor externo do apartamento. Fora as vezes que escutava não sei nem como minha chegada de carro lá na frente do prédio e já avisava a quem estava com ele em casa, me aguardando. Algo talvez assim: " ela chegou!!!!".

Dentro desta experiência também tive a Meggy (21/03/2001 - 25/05/2014). Esta peludinha era muito especial também. Ela foi capaz de detectar minhas duas gestações masculinas antes mesmo de eu vir a confirmar o sexo dos guris. Fora isso, alertou de mais duas amigas minha também. Vá explicar como que são capazes de tanto faro? Testosterona além, muito além das percepções ou diagnósticos humanos... Ela era uma graça, sempre minha pantufa companheira quando eu sentava para tomar meu café-da-manhã. Era momento em que ela aproveitava para ficar diante do armário aonde guardo a ração e murmurar suaves au-aus para que eu não esquecesse de alimentá-la também... A danadinha só tinha um defeito: coprofagia...Sim, literalmente comia cocô. Chegamos a dedicar algumas horas em estudos para tentar resolver este problema, conseguimos alguns ganhos e algumas melhoras mas nada definitivo e nem por isso deixamos de amar ou querer bem nossa Memé...

Bem, como em casa de quem ama pet não se sabe viver sem pet, agora temos a Fridda. Mais uma peludinha Lhasa Apso. Com certeza terei ainda muitas histórias dela para contar, a primeira é que ela é uma coisa muito mimosinha que já cheirou cada cantinho deste apê identificando as lembranças dos irmãos caninos que viveram aqui antes dela... Outra é que ela é uma bichinha muito alegre, feliz e mimosinha. Ela traz uma energia muito forte para nós todos aqui em casa. Já se foram dois meses da partida do meu casal Lhasa, e confesso, o primeiro mês foi dolorido demais. No segundo, a Fridda tomou conta dos nossos corações e no lugar de lágrimas, preencheu com mordidinhas e latidos de baby que é...

Se conselho fosse bom a gente vendia eu sei, mas digo para quem perguntar: tenha um pet em sua vida. Ainda que viva em espaço pequeno, ainda que more sozinho, ainda que não tenha jeito com animais: arrisque, permita-se! Um pet transforma a gente, nos faz pessoas melhores, nos aproxima de novos amigos humanos, nos propicia novas experiências de vida e mais: não exige nada em troca além do nosso simples fato de estar por perto, sentir nosso cheiro, ganhar um pequeno afago no pêlo...




quinta-feira, 17 de julho de 2014

Uma história com um pé no passado e o coração no futuro (ou vice-versa)...

Tenho minha história escolar traçada na rede pública de ensino, desde a Educação Infantil até a graduação universitária. Após a conclusão do curso de Pedagogia, foi então que estudei em instituição particular.

No meu tempo, a rede pública era de boa qualidade. Tínhamos excelentes professores em sala de aula e tínhamos aula! O grupo de alunos era oriundo, na quase maioria, de classe média. Moradores das adjacências das escolas. Poucos eram aqueles que se deslocavam de longe para estudar nas escolas onde estudei. 

E nessas histórias de vida escolar tenho muita coisa para contar...Desde o guri que conheci na terceira série do Ensino Fundamental - e que virou meu marido - até amigas e colegas os quais sempre guardei com muito carinho, quando cada um de nós seguiu seus caminhos pela vida estudantil, profissional.

Eu adoro redes sociais, faço parte de algumas boas...Foi então que nos idos de 2004, no Orkut, busquei por alguns nomes de colegas e pessoas com as quais havia perdido o contato. E assim iniciou o processo de reaproximação...

Aos poucos, ia reencontrando uma ou outra amiga. E cada uma trazia outra e outra para os próximos contatos. Então, nas minhas idas à Porto Alegre ou na vinda de alguma ao Rio, podíamos matar as saudades.

2014 trouxe novidades! Um dia, um colega me chamou no Facebook e perguntou sobre outros amigos que haviam estudado com a gente lá por 1980 e muitos ou antes. Pronto! dei disparada para a formação de um grupo só com pessoas nascidas a nosso tempo: entre 1971 e 1973. Gente que estudou na mesma escola desde o Jardim de Infância até o final do Ensino Fundamental, pelo menos. 

E o povo foi aparecendo! Foram trazendo seus contatos também, relembrando momentos, revivendo lembranças e dando vazão a emoções que estavam guardadinhas há mais de trinta anos... Houve um período em que o grupo efervesceu de tantas fotos, comentários, histórias, nomes e fatos. Havia muito elemento para aquecer nossas semanas seguintes e ao mesmo tempo, reviver coisas que pareciam tão distantes de nós...

Bem, precisávamos de um encontro real. De virtual já tínhamos reunido muitas informações. Agora a coisa teria de ser ao vivo e em muita cor!!! Como não moramos em Porto Alegre, e vários do grupo também não, precisávamos de uma data interessante para poder gerar este reencontro.

Assim, em 21 de junho de 2014, conseguimos nosso grande dia. Não foi possível reunir todo mundo, mas quem foi sabe que valeu muito a pena.

Quem assinou a lista de presença:
- Beatriz, Cristina, Fabiana G., Graziela, Kathleen, Patricia K., Tatiana, Thais.
- Fábio Ricardo, Marcelo B., Marcelo V., Márcio I., Rogério T.

Foi muito mágico poder rever o rosto de cada um, aqueles dos quais lembrávamos muito claramente da fisionomia de criança e ao mesmo tempo, estarem ali diante uns dos outros, adultos!













E assim foi nossa noite mágica, reencontrando, revivendo, atualizando, curtindo, rindo, se emocionando... Quem foi, pode viajar no tempo e visitar o passado, as memórias, pessoas queridas. A oportunidade que ganhamos de estarmos ali, reunidos a um tempo único, precioso e inesquecível só pode talvez ser descrita com nosso coração. Saímos do reencontro com a alma leve e ao mesmo tempo repleta de carinho, afeição e sentimentos só possíveis para quem se dispõe a deixar as partes do passado que realmente valem a pena, voltarem a fazer parte da história da gente no futuro!

Quero outros, quero mais e dia 21/6 foi uma noite incrível com/para cada um de nós, conosco!

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