sexta-feira, 1 de abril de 2016

Na aventura surpresa, um tour de emoções familiares



Que saudades de blogar... Tenho disso, apesar da saudade, tem vezes que não consigo simplesmente parar e sentar e escrever. Parece tão simples, não é? Claro não é. Então quando surge algo intenso, de que eu sinta a necessidade forte de compartilhar como máximo de pessoas, eu blogo. Cá estou, e se preparem porque é texto longo, mas garanto que vale a leitura!

Tudo começou no dia em que eu soube que a avó do meu marido, sofrera uma queda em casa mesmo e estava com sequelas, dentre elas a perda da fala e dos movimentos de um dos lados do corpo. Ela teve um AVC Isquêmico no lado esquerdo do cérebro, o que veio a paralisar totalmente o lado direito do corpo dela.

Foi um grande choque receber esta notícia e cair na realidade de que nunca mais poderei escutar a voz dela me ligando para desejar feliz aniversário, ou mesmo saber das novidades aqui dos bisnetos dela... Então, o feriado da semana santa veio a ser peça fundamental para se elaborar uma ida até lá, para vê-la, senti-la...
Decidimos não participar às pessoas queridas presentes em nossas redes sociais. Seria doloroso demais selecionar com quem estaríamos nas poucas horas presentes em Porto Alegre, tendo em vista que nosso objetivo era uma cidade do interior...

Chegamos na capital gaúcha às 17h da quinta-feira. Jantamos com uma família de amigos da qual eu desejava fortemente conhecer a pequenina prestes a completar um ano e, reencontrar os demais membros. Não queria que ninguém modificasse planos de viagem, apenas por nossa muito breve passagem pela cidade. Por esta razão, entendam todxs vocês, amores gaúchxs, ninguém foi notificado. E saibam que voltar com mais calma, para poder estar um pouquinho com todo mundo que tem saudade de mim e da minha galerinha, faz parte de um plano mais elaborado...

Então, na manhã da sexta-feira santa, pegamos a estrada rumo a um destino de cinco horas e meia de chão... Aventura com a gurizada, coração tenso pelo que seria encontrado... As emoções começaram com a meteorologia: chuva e frio, tendo em vista que uma semana antes a previsão dizia mínimas de 17 graus e máximas de 25. Sorry, mas não rolou nem uma nem outra e a gente estava desprevenido...

Foi então na tarde da sexta que fui ao hospital ver a bisa. Cheguei lá e ela estava cochilando sentadinha numa poltrona. Falei com ela, disse meu nome, brinquei que ela havia feito arte e que isso me levara até ela... Ela me reconheceu, vi o brilho do olho, vi algumas reações particulares que ela sempre realizou comigo, como por exemplo, dedilhar minhas pulseiras com a ponta dos dedos. 

Não consegui conter minhas lágrimas e de repente meu mundo abriu uma enorme cratera... A avó que me aceitou como neta aos 21 anos, estava ali: toda contida dentro de um corpo que não a deixa mais ter interatividade com o lado externo a ele. Fiquei perdida, desesperada, revoltada, triste mesmo. Era a minha avó que estava ali, embora eu não tenha o sangue dela em minhas veias, tenho em meu peito todo o amor que recebi dela ao longo destes anos que nos conhecemos.

E durante a visita, procurei estimular algumas reações nela. Ela deu gargalhadas, apesar das limitações, ela entendeu minhas bobagens. Coisas que falávamos as duas no telefone e muitas risadas demos juntas. Eu costumava dizer a ela que a traria para o Rio, para desfilar de topless nas areias de Ipanema, Copacabana. Ela ria muito. Eu também ria e guardava comigo a cumplicidade das besteiras que a faziam rir e que sempre me traziam um pouco de luz, ao lembrar que ela ficara feliz em falar comigo... Vou dizer pra vocês que eu e ela falávamos mais seguido do que o neto de sangue dela (marido!) e ela.

Deixei o hospital com esperança de que ela tenha os melhores atendimentos e possa reaprender a interagir... Sei que provavelmente algumas regiões do cérebro dela infelizmente foram danificadas, mas ali há muita vida ainda. Me recuso a pensar diferente!

Então no sábado voltamos para Porto Alegre. Sensação doida, estranha... Imaginem que não poderíamos ser vistos por ninguém...Afinal de contas, estávamos tipo modo anônimo por lá... Exceto meu cunhado, que foi nosso cúmplice e ajudou a organizar um churrasco no sábado à noite, para reunir a família toda. Causou um certo estranhamento.. Churrasco às vésperas do domingo de Páscoa, evento certo que de fato, reuniria todos...

Então o esquema foi assim: @s convidad@s chegariam às 19:30. Nós, só poderíamos chegar lá depois de ter certeza da presença de todo mundo lá, sentadinho na sala... E foi então que liguei para minha mãe, comentei que iríamos comer uma pizza. Disse a ela que aproveitasse bem o churrasco por mim e que, ao sair de lá, me ligasse para contar as novidades. Mandei mensagem para minha irmã, a dona da casa, também dizendo que estávamos a caminho da pizza...

Então, tive que convencer o porteiro a não interfonar o apartamento. Expliquei do que se tratava, que entendia a necessidade dele em avisar e tudo o mais. Mas referi o programa do Luciano Huck, com aquele clima de surpresa geral e nossa ideia para tudo acontecer e então o cara foi um amor e liberou nossa entrada. Ah, mas ainda estava faltando minha sobrinha chegar da rua...O que ela tinha de sair bem naquela hora? Teria surpresa!!!

Ok, subimos e deixamos fluir nossa adrenalina. As crianças estavam excitadas demais, não dava mais para contê-las... Subimos. Minha filhota tocou a campainha. Escutei lá de dentro: deve ser a Giu, que deu una saída. E quando a porta se abriu e minha irmã deparou como trio, gente, vocês não fazem a menor ideia das reações da minha mãe e da minha outra mana... Elas ficaram plenamente chocadas, felizes, explodindo de emoção e incrédulas do que estavam vendo...

Foi emoção indescritível! Duvido que algum programa de televisão tenha chegado perto do misto de tudo o que sentimos em questão de minutos... Mas a sobrinha estava chegando. E eles quiseram que ela tivesse emoção também... Para isso, entraram cinco pessoas dentro do quarto dela e apagamos a luz. Acreditem, até o caçula estava cúmplice da bagunça... E foi então que ela abriu a porta, acendeu a luz e escutou um sonoro: SURPRESA!!!!!

Ela não acreditava, gritava, pulava, tocava na gente pra ver se não éramos holografia, sei lá... Só sei que foi maravilhoso!

Nosso churrasco foi repleto de fotos, risadas, conversas, energia linda mesmo. Quando que qualquer um dos presentes imaginaria tamanha surpresa e novidade? Nem nos mais remotos sonhos...

Então, como eu disse no início deste texto, nosso passeio seria breve...E domingo cedo nosso vôo voltava pro Rio. Quase como que o encanto do sapatinho de cristal, assim vivíamos esta viagem...

Voltamos para casa como coração leve, iluminado, abençoado, colorido por tanto amor. Sei que fomos o assunto do almoço de domingo, que estivemos presente lá com a família, apesar de estarmos fisicamente longe. E fiz questão de levar isso assim para trazer novos ânimos para cada um da minha família. De repente desejar forte, querer do fundo do coração que possamos estar sempre juntos física ou espiritualmente. Então o desejo se realiza e lá vamos nós, sorrir com as lembranças do que se viveu e planejar os novos encontros...

E que a gente sempre encontre razões para buscar emoções que preencham nossa alma de muita luz e cor! E que nosso coração seja forte o suficiente para bater em ritmo do que nos acalma a alma e serena nossos sonhos...

Amores gaúches, a gente vai poder se ver sim! Da próxima, todo mundo vai saber quando eu for! Até porque, surpresa repetitiva perde a graça! E quero poder estar um pouquinho com cada um e cada uma de vocês que vivem meus dias comigo, ainda que no plano virtual...




sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Um ano sem inércia!

Vocês que acompanham o blog, devem lembrar que há cerca de um ano, fiz um texto sobre o início da prática de exercícios na minha vida. Foi quando contei que estava aprendendo a nadar e iniciando a prática de Yoga. Não lembram? Sem problemas, a gente faz um pequeno revival e segue para o ponto onde quero chegar...

Eu era completamente sedentária. Nunca havia feito qualquer atividade física além de uma rápida hidroginástica em minha primeira gestação. E só (pasmem!)! Não sentia necessidade, não tinha entusiasmo ou tampouco me via na condição de melhorar minha forma e condição física.

Foi então que, como em um estalar de dedos, tive a ideia de aprender a nadar junto com a criançada aqui de casa. Era uma vergonha eu temer mergulhar, temer me afogar (não eu que eu saiba muito agora, não...), temer aprender a nadar. Decidi quebrar esta barreira e fui. Durante cinco meses fui presente, fiz aulas ao menos uma vez por semana quando não eram possíveis duas. Até que veio o friozinho, clima chato de inverno e isso misturado a piscina ao ar livre, sinceramente, foi me desmotivando. Parei, e decidi que agora, estarei retomando minhas braçadas e pernadas pois está vindo o verão por aí. 

Ainda não tenho segurança para nadar, não domino equilíbrio e muito tempo de respiração não. Mas sei que tudo é questão de prática, e a prática se molda a partir da minha demanda pessoal e daquilo que me traz satisfação. As melhorias do corpitcho vêm como consequência (prêmio).

Apesar de arrepiar para a piscina, minha Yoga eu não parei - exceto por motivos de viagem ou alheios a mim. Me apaixonei pelas aulas... Aos poucos fui ganhando mais elasticidade, confiança em mim mesma e cada vez me desafio mais e mais para desenvolver a proposta de cada exercício. Além disso, minha turma é como uma família muito querida! Conheci pessoas muito especiais, gente de verdade, amigas e amigos que trazem muita energia boa para as minhas manhãs ou noites de Yoga.

Quando iniciei tinha vergonha de fazer errado, de fazer feio. Sentimento este que aos poucos foi cedendo espaço para que aflorasse em mim a atenção comigo mesma. Não no sentido egoísta da palavra, mas no sentido da minha individualidade, do cuidado com esta pessoa que vos escreve!

Às vezes, falo com amigas que perguntam se gosto da Yoga e referem que têm vontade de fazer. Outras dizem que não se imaginam lá paradas meditando, que são agitadas demais para isso tudo. Gente, Yoga vai além da meditação e da ideia de ser "uma coisa parada". Sim, podem acreditar, ao mesmo tempo que ela traz calmaria, ela traz alegria, equilibra corpo e alma... Minha cabeça serenou muito no quesito ansiedade, depois das práticas de Yoga. Aprendi a respirar de forma que antes de ter um ataque histérico, consigo dar força para mim mesma e me ajudo a não desperdiçar energia.

Ah, se as pessoas se desprovissem dos preconceitos e das ideias errôneas a respeito desta prática... Podem ter certeza de que a atmosfera teria outra cor e seria bem menos tensa sobre nós todxs... Mas é aquilo que bem sabemos, sem fazer sentido para nós, as coisas deixam de ser atraentes ou passam desapercebidas. Defendo a Yoga porque era curiosidade antiga minha. Hoje em dia, não me imagino sem ela...

Assim, só posso dizer que em um ano de movimento, ganhei muita qualidade de vida. Cada vez sinto que posso ampliar os meus próprios desafios, acredito mais nas minhas possibilidades e penso duas vezes antes de explodir. Lógico que explodo ainda! Mas com muito menor intensidade...

Pensem com carinho... Nunca é tarde para querer cuidar da gente e permitir-se sair da inércia! Jogue a preguiça pro alto, vista uma roupinha confortável que lhe permita mexer sem limitações e parta para encontrar seu equilíbrio, sua alegria corporal/física! Depois me conta, tenho certeza que você terá muita vitória para contar! 

   Namastê!






quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O pequeno ficou maior: então, 21!

Hoje é um dia muito especial pra mim. Meu sobrinho está completando vinte e um anos! Nossa, parece que foi há tão pouco tempo que eu estava lá na maternidade, esperando ele nascer da barriga da minha irmã! 
E ele veio, nenê lindo! Daqueles de propaganda de shampoo ou aveia: bochechas rosadas, todo redondinho e os traços de um príncipe em miniatura!
Era um gurizinho quieto, sempre calmo. Mas quando explodia: trovejava! Mas era o jeito dele, sempre muito adorável.
Nunca esqueço das parcerias para comer besteiras: ele sempre foi bom de garfo e amava beliscar coisinhas que eu trazia da padaria, pra nós. Abria um bocão de passarinho e lá ia titia bagunçar a alimentação do guri, com empadinhas e afins...
Ele cresceu, infelizmente não pude estar perto como gostaria, deveria, nestes últimos doze anos. Mas vou dizer pra vocês, apesar de geograficamente longe, sempre estivemos perto. Ele nunca deixou de me procurar, de me mostrar que é recíproco em todo o amor que eu sempe dei, dou e darei a ele.
O Hique é o filho que não nasceu da minha barriga, mas é filho do meu coração e do meu mais profundo afeto. Ele é um cara encantador! Imagina um jovem com a cabeça centrada, ponderada e sensata... É ele! 
Eu só posso falar as coisas lindas dele, porque ele é lindo. Nunca brigamos, nunca nos deixamos de lado. 
Só posso agradecer a minha irmã Giselle por ter sido a intermediária entre o Henrique e o mundo, por ter trazido este anjo iluminado para as nossas vidas! 
Henrique, hoje é teu dia! Dia que tu virou "de maior", maior no número. Porque maior no amor, na alma iluminada e maior na luta pelos teus sonhos e objetivos, isso tu já nasceu maior! 
E que tua vida seja sempre fruto de toda a lindeza que tu semeias por onde passas! Que sejam doces tuas conquistas! Que sejam intensas as tuas vitórias e que tu sejas sempre este meu guri de muita luz, muito abençoado sempre, em cada dia, em todos os dias da tua vida!
Te amo, super grandão! 
Meu beijo gigante e um abraço do tamanho da minha saudade!


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mãe se nasce, mãe se cria: mãe É mãe... Eu, você, a minha, a sua...

O segundo domingo de maio é das mães. Dia de quem gerou, em seu ventre ou fora dele, uma vida que viria fazer parte do mundo aqui fora. Dia da mãe que de alguma forma foi gerada: seja no corpo, seja na alma.

Há alguns anos, quando meu primogênito entrou na escola, eu vivi na pele a comemoração do dia das mães pela primeira vez. Mas até que foi diferente pois, tendo em vista que iniciara em agosto o seu ano letivo, só no ano seguinte que tive minha homenagem. No entanto, já carregava em meus braços, a minha filha. E até, voltando bem no tempo, lembro de que a comemoração foi um piquenique de brincadeiras que a escola promoveu, para mamães e filhotes. Na ocasião, amamentei a pequena e fui com ele prestigiar/participar do evento. Deixei ela com a avó em casa, dediquei cerca de duas horas de exclusividade a/com ele. 

Nos anos seguintes, ele em nova escola, não fazia comemoração de datas comerciais. Isso eu realmente estranhei, mas passei a achar a melhor das festinhas: nenhuma! Se a gente parar para pensar, basta lembrar do constrangimento que acontecia em nossos tempos de escola: sempre uma criança filha de pais separados/viúvo(a)/criado por avós, dentre outros, estava presente. E este tipo de festa gera uma mágoa/frustração muito profunda e desnecessária. Acabou que sinceramente para mim, não faz falta aquele tipo de apresentação na qual, em muitas vezes, a criança não se sente à vontade e trava: o que faz a plateia achar sempre muito engraçadinho... Eu não, entendo que nem pra todo mundo apresentar-se ao público é prazeroso e espontâneo.

Eu ganho presente que filho faz, que filha escolhe e que marido compra em nome de filha e filho. Quem não gosta?  Mas no fundo do meu coração, atribuo ao dia das mães todos os dias desde o dia em que elas abriram em seus corações e vidas a porta de entrada para esta nova identidade. Mais do que filhas, nossa missão agora veio aprimorada.
E falo isso das mulheres, e até alguns homens, que assumem o papel do cuidado de outros seres em suas vidas.

Selecionei algumas passagens de livros da literatura infantil aos quais tive acesso e me apaixonei, para traduzirem ainda que sutilmente, o que é ser Mãe, fazer a maternagem acontecer...


Em "Se as coisas fossem mães", meu destaque é para os trechos:
    - "Dona Mamãe ralha e beija, erra, acerta, arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora, ri, esquece, lembra e chora, traz remédio e sobremesa...

     - "Tem até pai que é "tipo mãe"... esse, então, é uma beleza!"

Nosso dia-a-dia se transforma, vivemos nos equilibrando para dar conta de tudo e bem ao tempo todo... Então, passo a palavra para Fernanda Lopes de Almeida:



Nossa vida é sempre repleta de desafios, desde a chegada de uma vida em nossas vidas...E não há momento em que a gente não se faça esta pergunta:



E depois vamos criando familiaridade, afeição e apego por tanta novidade e por nós mesmas, que brindamos nosso cotidiano com pequenas vitórias mesmo diante dos imensos obstáculos que surgem ao longo da jornada...

Travamos batalhas diárias com o relógio, com o calendário... Mas no fim das contas, sempre damos nosso jeito materno de trazer o tempo como um aliado e não como oponente de nossas prioridades...



Quando nasce a mãe, nasce a generosidade. Nasce em nós um ser que não saberá mais o que é ser sozinho, não pensar em seus filhotes, naqueles e naquelas que dependem da gente. E mesmo independentes para muitas coisas, crescidos e já em outras esferas de suas vidas, lá estamos nós: sempre com aquele instinto de proteção...






E de tanto amor, a gente se pudesse, acho que estaria com eles em nossos bolsos pra sempre...



E assim, independente dos caminhos, das crenças, de qualquer outra definição que possa existir, a que fica é a que representa nosso sentimento para estes que vêm a ser nossos filhos e filhas...




E fechando o assunto sobre dia de mães, a gente percebe que da excelência do exercício de filha, a gente transcende pro lado daquelas que inúmeras vezes contribuímos para ver aumentados os seus fios de cabelos brancos, suas horas insones, seus incessantes pensarem em nós ou mesmo, apenas nos darem o acesso à vida.


Junto com Guto Lins, acrescento que filho também é para sempre e na condição de futuro, grau de relacionamento que não existe é o de EX-mãe... Porque a mãe de verdade, será sempre a mãe, aquela que é a da gente, que nos ensina a ser mãe e a que vamos querer ensinar às nossas filhas a ser...

Feliz Dia, Mães!

    


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